Hoje, o Jeff's Tour deixará de lado as viagens, a faculdade e a vivência aqui em Porto, e falará por si, como pessoa física: agora quem quem está aqui é Jefferson Vieira Santos, filho da mulher mais importante de toda a sua vida.
Começarei por essa música que expressa tudo o que sinto. Caro leitor, assista ao vídeo e leia o post de hoje.
Mãe, é o primeiro dia das mães que estamos distantes, mas o meu amor por você só tem aumentado.
Os primeiros meses foram duros: acordar com a sensação de que iria te encontrar na cozinha e soltar "benção, mãe", sempre achando que a qualquer momento você fosse entrar pela porta do apartamento e dizer, "Jé? Cheguei", e eu indo correndo te abraçar. Senti tanto, mas tanto, que achei que não fosse me adaptar aqui; com minhas dificuldades na faculdade, minha vontade era de chegar em casa e ter a certeza de que fosse te encontrar, te dar um abraço forte, à espera de um "Calma, Jé, tudo vai dar certo", as palavras que a senhora sempre me diz e que tanto me confortam. Lembro-me como hoje, falando por Skype, chorando, chorando, e a senhora tentando me acalmar, vendo que a tua vontade também era a de desabar, mas sempre firme e forte, encorajando-me.
Por mais difícil que tenha sido (e ainda é para nós), hoje digo com convicção que esse "corte" no meu cordão umbilical foi mais do que importante: eu precisava evoluir, crescer como ser humano; aprender a dar valor a coisas pequenas; a valorizar ainda mais algo que, pra mim, sempre foi prioridade: família. Imagina, já sei lavar roupa, limpar a casa, cozinhar, fazer despesas, ter minha autonomia. Antes eu tinha a roupa limpa e passada, comida pronta, tudo certo... hoje não é mais assim. =/
Mãe, tudo o que sou hoje devo eternamente à senhora. Obrigado por me encorajar, por fazer parte da minha vida e por acreditar em mim; um dia eu te prometo que serei sinônimo de muito orgulho para a senhora.
EU TE AMO MUITO, e espero que, mesmo que de longe, através dessas palavras, a senhora possa sentir todo esse meu amor. Não quero te ver triste, muito pelo contrário. Sempre que sentir saudade, estarei no Skype (nos falamos todos os dias, né? kkk). Falando sério, quando a saudade apertar, leve sua mão ao coração, e lembre-se de que eu estou ali dentro. TE AMO muito!
Feliz dia das Mães!
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Queima das Fitas
(cor do título em homenagem à Faculdade de Ciências - Química)
Saudações, galera!
O post dessa semana do Jeff's Tour destinar-se-á à "Queima das Fitas", evento pelo qual dei uma passada e simplesmente curti muito (foi "giro"!)...
O que é a Queima das fitas? (falarei de acordo com o que vi, e pelos conhecimentos a mim passados; se alguém tiver algo a acrescentar, por gentileza, deixe nos comentários. Obrigado!)
Para falar da Queima, terei de falar um pouco da praxe, então vamos lá:
A praxe (parecida, em parte, com o nosso trote) ocorre o ano todo (sim, durante um ano), período durante o qual os veteranos saúdam os novatos, mais precisamente os "caloiros", e esses são assim praxados.
No que consiste essa praxe:
Cantar musiquinhas;
Entoar gritos de guerra e andar de mãos dadas pela faculdade e pelas ruas (todos em fila indiana, cada um com o seu par HxH e MxM)... só vendo mesmo, é muito engraçado.
Vestir por um ano a mesma camiseta, sem que ela seja lavada.
Obedecer aos veteranos.
E por aí vai. Para aqueles que burlam alguma regra da praxe, há algum castigo, que vão de: ficar com orelhas de burro ou rena a andar todo pintado com um cajado nas mãos, com placas engraçadas a "zoar" o calouro, que fica parado no local mais movimentado da faculdade, com a cabeça baixa, e o veterano à sua volta.
O negócio é sério mesmo: eles obedecem às imposições (você andará e sempre ouvirá: "Sim, senhora, doutora"), pois faz parte de uma certa cultura daqui.
Passado um ano letivo, vem a semana da Queima das Fitas, durante a qual ocorre a transição dos calouros para veteranos. (Aí eles passam a poder usar aquela roupa de Harry Potter).
A Queima das Fitas começa no mês de maio, no sábado (todos esperam ansiosamente por este evento, que vira uma grande festa na cidade!), com a serenata, que ocorre na Avenida dos Aliados, para onde todos os universitários vão, assim o padrinho ou a madrinha de cada calouro "batiza-o" para que eles possam utilizar a roupa. Nesse batismo, eles jogam vinho na cabeça do calouro e, depois, cerveja; alguns entram no chafariz e tomam banho com as roupas, etc. É uma festa gigante, com todos a beber, o que chega a ser incrível, pois eles bebem muito!
Segue um pequeno vídeo feito por mim. ^^
No domingo, há a missa de benção das pastas. Todos os universitários que se formam vão pra lá, todos trajados, com as pastas e as fitas nas mãos (essas fitas são oferecidas a eles por amigos, que escrevem nessas fitas desejando-lhes sucesso, escrevendo-lhes poemas, etc.). Cada curso possui uma cor de fita.
A missa é muito bonita, os familiares dos estudantes vão, emocionam-se ao ver o filho se formando e trajado, oferecem-lhes buquês de flores... é emocionante. Por um momento senti-me emocionado ao ver a alegria dos pais para com os seus filhos, e imaginei meus pais ali a me cortejar.
Missa da benção das pastas: Tati, eu, Jéssica e Fernando
Na semana da Queima, é facultado aos professores decidirem se há aula de suas disciplinas ou não, e à noite tem festa (durante os 7 dias), no lugar a que eles chamam de "Queimódromo". Essa festa é como se fosse uma quermesse, em que você compra os ingressos para os dias aos quais quer ir. Lá há várias barraquinhas, de todos os cursos e todas as universidades, vendendo bebida a preço baixo: e aí, já viu, né? Festa, bebida, música... até altas horas.
Uma das barraquinhas
Barraquinha
Claro que não podia faltar minha paixão: CAIPIRINHA DE VODCA PRETA \o/
Na terça feira, acontece o cortejo. O cortejo se parece com um desfile de carnaval (é sensacional): todas as faculdades se juntam e cada uma tem seu "caminhão", que é enfeitado com o lema do curso, e os Doutores da praxe vão em cima desse caminhão, enquanto que os calouros e os veteranos vão ao chão. Os calouros, claro, vão sempre sendo praxados pelo percurso todo. Vira festa, a cidade para!
Os Doutores, entre si, andam com uma cartola na cabeça e uma bengala nas mãos: quando um amigo se aproxima, esse amigo pega a bengala e dá 3 batidas na cabeça do Doutor, desejando-lhe coisas boas.
Uma cor de fita para cada curso.
Esquerda para a direita: Nayara, Drielli, Amanda, Tati, Jéssica, Fernando, Aline, Priscila, eu e Mabi.
Outro vídeo feito por mim:
Em resumo, a Queima das Fitas, para mim, foi algo incrível, marcante, e que, sem dúvidas, é muito bonita de se ver: uma cidade inteira se reunindo para ver os estudantes, e todo o ritual que eles fazem, sem nenhuma agressão ou qualquer desrespeito para com quem quer que seja. Parabéns aos estudantes de cartola, aos calouros que se tornaram veteranos e aos próprios veteranos. Porto/Portugal, cada dia meu amor por você só aumenta.*.*
E assim encerro o post de hoje.
Comentários dos leitores:
"As fitas que estão nas pastas não estão só por estar têm uma função, cada uma delas têm um significado,por exemplo: uma pertence aos pais, outra à familia, outra aos amigos, outra ao namorado, e por aí fora. Entretanto, os veteranos, são todos aqueles, que excedem o número de anos que cada curso tem se o meu curso tem 4 anos e eu ja la estou à 5, já sou veternana! Doutores, são todos os que não são caloiros! E tens os caloiros depois tens o DUX, que é eleito pela academia, entre os veteranos, e por todas as faculdades, entre os mais velhos, seja rapaz ou rapariga, claro que está que normalmente é um aluno que participa imenso na vida académica."
(comentário enviado pela Diana, uma amiga muito querida que fiz aqui, ela é portuguesa, e já participou da praxe. Obrigado Diana)
"Os que andam com a cartola e bengala são chamados finalistas, os doutores são do terceiro ano e os veteranos são os bem mais antigos." (Comentário enviado pela Israele, também da química e PLI, obrigado Israele por essa observação).
________
N. D. R.: Deve-se ressaltar que não são todos os estudantes que aderem à praxe acadêmica. Há aqueles que são anti-praxe, defendendo que esta seja apenas um meio de os veteranos estabelecerem superioridade sobre os calouros, gerando um cíclico comportamento de autoritarismo entre os estudantes. A Universidade respeita e suporta a diversidade de opinião no tocante à praxe.
sábado, 20 de abril de 2013
Perto do coração selvagem
Olá, meus caros amigos, colegas, leitores. Jeff's tour com mais um post para entretê-los e relatar minha vida aqui na Europa! \o/
Algum tempo se passou depois do último post e muitas coisas aconteceram.
Comecemos pela minha última viagem e, depois, falamos dos estudos, ok? (hehe)
Desde que saí do Brasil, um dos países que queria muitíssimo conhecer era a Espanha. Pois bem, passei o reveillon em Madri, juntamente com a galera aqui de casa (Não viu o post do reveillon? Clique aqui!), e simplesmente, gostei muito mesmo da Espanha e, mais especificamente, de Madri, tanto que retornei ao lugar em janeiro, juntamente com um amigo, e, dessa vez, fui de carro, tendo, assim, uma outra visão da viagem (foi espetacular! Ótimas lembranças de Madri!).
Na primeira ida a Madrid, por intermédio de amigos, conheci o João (que também é estudante de mobilidade, e mora em Valência), nos tornamos amigos e ele me convidou para ir até Valência conhecer a cidade. Assim, passado algum tempo, comprei minha passagem e lá fui eu (sozinho, e com uma insegurança no que diz respeito ao check-in, mala, toda aquela chatice de aeroporto etc.). Tudo correu bem, e lá vou eu para minha adorada Espanha para ficar um final de semana! \o/
João
Valência - incrível, cidade totalmente plana, quase não há casas (os edifícios são predominantes), e tem um sistema de bicicletas muito legal (queria aqui no Porto): você faz um cartão, paga uma determinada quantia anualmente (relativamente pouco) e pode pegar qualquer bicicleta que há pela cidade para serem alugadas (existem muitos bicicletários por todos os cantos), assim vai até a máquina, passa o seu cartão e um sistema de travas destranca a bicicleta, aí é só pegá-la e sair pedalando!
Bicicletário
Sistema automatizado do bicicletário
Conheci uma construção enorme e muito encantadora. Chama-se "Ciudad de las artes y las ciencias".O lugar é lindo, ocorrem várias exposições, baladas... e as pessoas vão lá para passear e tirar fotos!
Ciudad de las Artes
Tem um oceanário em Valência, onde os aquários são subterrâneos em forma de túnel, e você passa debaixo desse túnel (fui até lá visitar e estava fechado =/). Fomos eu e a Vivi, uma garota incrível, amiga do João. Apesar de estar fechado, nos divertimos muito, rimos muito e tiramos muitas fotos, e, claro, tomamos Orxata (uma bebida vegetal não alcoólica, típica de Valência), não é lá aquela bebida gostosa e tal, mas eu tinha de experimentar.
Eu e minha Orxata!!
Vivi
Conheci pessoas hiper divertidas, mesmo! Na Espanha é comum o "Botellón", que é simplesmente um "esquenta" antes da balada, onde amigos chamam os amigos, que chamam os amigos dos amigos (kkk), e aí cada um leva suas bebidas, e se reúnem na casa de alguém, e lá ficam bebendo, conversando, rindo. Tive a oportunidade de ir em um, e realmente vira uma festa!
Vivi, João e eu - momentos antes do Botellón
Botellón
E assim foi a viagem a Valência, !sítio muy estupendo!
Falemos do clima: a Europa já dá sinal de Calor, e isso é, digamos, ótimo (eu amo o frio, mas não aguentava mais casacos, blusas e cachecóis, e aquela chuvinha chata que parece nunca parar). Quando saí do Brasil estava frio, chegando aqui, entramos no frio; então, quase um ano só no frio (rsrs). Que venha o calor! As temperaturas atualmente estão entre 19ºC e 22ºC (uhuuul), isso significa praia, parques, tudo perto de casa! (uhuuul)).
Semana passada, fomos todos aqui de casa ao Cirque du Soleil em Lisboa. Magnífico! Não tenho palavras para descrevê-lo!
Da esquerda para a direita - Jéssica, Mabi, Drieli e Fernando (nossos amigos do Mackenzie), Henrique, Nayara, eu, Tamara, Amanda, Roberdan, Tati e o Thiago (nosso amigo da UFMT)
Depois, teve o show da Adriana Calcanhotto, aqui do lado de casa (na Casa da Música). Fomos apenas eu, o Henrique, uma amiga dele e meu amigo! Gostei muito do show, e ficamos sentados bem perto do palco.
Adriana Calcanhotto e o Henrique. Como não esperei, nem tenho foto nem autógrafo =/
Mas esses momentos de lazer ocorrem só quando estamos mais "sossegados" com a faculdade, que, por sinal, veio regada de exames nestas últimas semanas! =X E, sim, nos matamos de estudar. Nessa semana, por exemplo, estudamos para a prova de orgânica, a qual fizemos nesse sábado, e, sério, conteúdo (para variar né, nem me assusto mais com isso) monstruoso, muita, mas muita matéria para estudar. Ralamos muito a semana inteira para entender, resolver exercícios, tirar dúvidas... estudamos em grupos "a direto e reto". Agora estamos à espera do resultado, e tomara que tenhamos nos saído bem, se Deus quiser!
Nessa semana que entrará haverá feriados: nos dias 25 (nacional) e dia 1º (mundial). No dia 5 de maio, começa a semana da "Queima das fitas", tradicional aqui na Universidade do Porto. É uma semana inteira de festa para os estudantes, em que ocorrem algumas cerimônias típicas daqui. Nessa semana não há aulas, só festa \o/ (todos os estudantes aguardam ansiosamente por isso). Mais para frente, darei mais detalhes de como é a "Queima das fitas" e farei um post só sobre isso.
Por enquanto é só! Beijos, abraços, sorrisos, fé, esperança e determinação! Até logo ;)
Gostei muito dessa foto Cirque du Soleil. Tô gato! ahaha
domingo, 10 de março de 2013
Algumas diferenças
Aos poucos, as temperaturas começam a se elevar; é um sinal de que a primavera está próxima. \o/
O ritmo dos estudos começou a todo vapor, e com isso, o nível de dificuldade também, fato este que muitas vezes nos desanima muito (pelo menos, a mim), e a falta de dinamismo dos professores dentro de sala de aula (aqui, compara o método de ensino dos professores brasileiros com os professores portugueses), é uma grande barreira, pois algumas dificuldades são enfrentadas, e felizmente ou infelizmente temos de nos virar, e ir atrás dos conteúdos sozinhos, pois, muitas vezes, ou se estressam, ou explicam várias vezes a matéria do mesmo jeito (Cadê o jogo de cintura e os caminhos alternativos para a explicação do mesmo assunto?). Eu sigo o seguinte preceito (aprendido com meu irmão mais velho, quem admiro muito e de quem, por sinal, estou com saudades também!): "Quando for explicar, realizar algum trabalho, escrever, faça-o de forma simples, coloque os conteúdos necessários, mas explique de forma que a pessoa mais leiga no assunto possa entender. Se necessário, procure alternativas, mas faça sempre sabendo que pessoas com grande nível de ignorância no assunto estarão ali, e elas têm de entender." Concordo plenamente com isso. Certamente, se eu vir a dar aula algum dia, será o método (que eles utilizam aqui) que definitivamente eu não quero ter, quero fazer o diferencial e certificar-me de que as minhas aulas estão sendo proveitosas e todos estão entendendo o que quero transmitir.
Aproveitando o assunto acadêmico, durante estas últimas semanas reuni uma série de palavras portuguesas, juntamente às respectivas correspondências para nós, brasileiros. Conversei com meus amigos portugueses (que me ajudaram muito - obrigado, Carlos, pela paciência! hehehe) e com os amigos brasileiros também a respeito do assunto.
Vamos lá, há palavras de todos os gêneros:
Fiambre: apresuntado Autocarro: ônibus Metro: metrô Comboio: trem Equipa: equipe T-Shirt: camiseta Pombinha/Rata/Cona: órgão sexual feminino, vulgarizado Pissa/Pila: órgão sexual masculino, vulgarizado Guna: moleque, malandro, trombadinha Atacadores: cadarços Tacão: aquela parte fina do salto alto feminino Tripeiro: quem mora no Porto Alfacinha: quem mora em Lisboa Prego no pão: lanche de carne Gajo: homem Gaja: mulher Cabrão: cafajeste Andar com alguém: ficar (relacionar-se sem compromisso) Galão: xícara grande de café com leite Shot: pequena porção de bebida Sumo: suco Fixe: legal Giro: legal/bacana Pastelaria: doceria (bolos, tortas etc) Talho: açougue Loiça: louça Caloiro: calouro Bata: avental/jaleco Xixa: narguile Durex (marca): camisinha Moço(a): o mesmo que chamar alguém de moleque, trombadinha etc Telemóvel: celular Penso: bandeide Cai-cai: tomara que caia Perceber: entender Está tudo: tudo bem Tou: alô Deitar: colocar Bixa: fila Paneleiro: forma vulgar para chamar alguém de gay Fotocópia: tirar xerox
E ah, aqui no Porto, como na maior parte de Portugal, não se utiliza o gerúndio da mesma forma que o fazemos: Estou escrevendo um texto / estou a escrever um texto.
Você: utilizado para pessoas desconhecidas, sem intimidade. Caso estiver íntimo de alguém, trate por Tu (e, sim, terá de conjugar todos os verbos adequadamente hahaha).
É muito legal e interessante; eu sempre fico abismado com algumas palavras, com outras me mato de rir, mas sinceramente adoro muito isso. Consigo ver as diferenças linguísticas entre o nosso país e aqui. Isso sem contar na ampliação lexical a que estou submetido.
I LOVE PORTO!!!! eeeeeee \o/
Fascinado com o país, feliz com o que encontrei e encontro por aqui.
Portugal/Porto, mesmo estando longe a minha ida para o Brasil, já sinto saudade de tudo.
NOTA COMPLEMENTAR
Por Henrique BP. (via http://armazemhenrique.blogspot.pt)
Variação Lexical
Tratar de variação lexical atualmente é, sobretudo, tratar da diversidade e pluralidade cultural de diferentes espaços geográficos, ou épocas históricas, ou até mesmo, de diferentes pessoas. Delimitar o significado de “variação lexical” é algo que, neste momento, faz-se necessário a fim de compreender aspectos culturais, que, nomeadamente, são expressados por meio da língua de um povo.
Para definir variação lexical, há dois conceitos a serem levados em consideração: um tangente à variação, e outro ao léxico. Por fim, alguns conceitos de linguística devem ser aplicados para o estreitamento e realização do que hoje se entende por “variação lexical”.
“Variação”, em Linguística, é o que diz respeito à mudança, isto é, uma alteração em determinado ponto da linguagem verbal. Pela definição da palavra, não é necessário nem permitido fazer julgamentos de valor no que diz respeito a uma das formas de variação ser melhor do que as outras.
A variação linguística pode ser vista sob diferentes óticas. Entretanto, para fins específicos, a variação linguística diatópica é a que mais se faz evidente e presente neste texto. E isto diz respeito à mudança linguística em diferentes lugares em que a língua é realizada.
Outro conceito pertinente ao estreitamento do significado é o que diz respeito ao léxico (neste trabalho, um caracterizador da variação linguística, evidenciado por meio de um adjetivo – lexical). Definir o léxico é algo complexo, pois seu conceito é pluridimensional. “Léxico”, aqui, deve ser definido como a reunião das palavras de que um idioma se serve.
Por fim, mas não menos importante, é restante o estreitamento da expressão “variação lexical”, que tornou-se mais fácil, graças às duas definições supramencionadas. “Variação lexical”, pois, refere-se àquilo que diz respeito à mudança (não sujeita ao julgamento de valores) das palavras de uma língua para a expressão de diferentes signos linguísticos.
Variação lexical em Português
Delimitar o espaço geográfico da variação lexical faz-se necessário a partir do momento em que o trabalho é calcado em uma variação diatópica do léxico. Numa perspectiva linguístico-cultural, isso deve ser analisado com base nas diferenças lexicais entre Portugal e Brasil.
A variação lexical dentro da Língua Portuguesa, falada em ambos os países, deve ser tida como um acontecimento histórico-social, nomeadamente, no que diz respeito ao contato daqueles que têm a língua portuguesa como língua materna com os falantes de outras línguas, ao longo da o tempo e dos processos expansivos e coloniais.
Conforme a Língua Portuguesa foi se tornando língua oficial do Império, ela acompanhou as pessoas que saiam do território português em busca de aventuras (colonizadores, navegadores, comerciantes, padres...), e os diversos contatos entre o Português e as línguas locais fizeram com que as variedades surgissem, de maneira distinta, em diferentes locais.
A Língua Portuguesa, como se sabe, é falada em diversos países do mundo, em diversos continentes. Seria estranho se fosse uma língua idêntica em todos esses lugares. A mudança lexical é uma das numerosas variações que há de um país a outro.
Não é prudente, também, tratar Brasil e Portugal como territórios que tenham a Língua Portuguesa de maneira unificada, negligenciando as diferenças linguísticas de região para região. Isto não corresponderia à realidade.
Português Brasileiro e Português Europeu
Atualmente, é comum a diferente nomenclatura para a Língua Portuguesa falada no Brasil e para aquela falada em Portugal. Isto se deve ao fato de, sob a ótica da performance, as línguas serem distintas entre si.
As divergências existentes na língua falada em cada país são menores do que as convergências. Contudo, são nas divergências que se veem resultados de choques e misturas culturais entre, por exemplo, colonizadores e colonizados.
O Português Brasileiro (PB) e o Português Europeu (PE) variam entre si, tendo em vista, principalmente, níveis fonológicos, morfossintáticos e semântico-lexicais. Embora o foco deste texto sejam as variações sêmantico-lexicais, acredita-se que seja importante o conhecimento das demais.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
É carnaval...!
E aí vai uma foto minha e da minha "cu" (cunhada), no carnaval passado, seguida da foto da minha família festeira e louca ^^:
Eu e a Carol - Foto do Carnaval 2012 -Brasil
Parte da minha grande família - Carnaval 2012 - Brasil
Primeiro carnaval fora de casa; um bocado estranho, para quem está acostumado com agitação, festas, desfiles, baladas e todo aquele clima típico desta festa tão querida pelo povo Brasileiro. Devo dizer que senti falta? Pois bem, senti, rsrs. Senti falta das marchinhas, das serpentinas, do samba, da alegria, do clima de carnaval, que acaba por nos envolver e contagiar
O carnaval aqui em Portugal não é tão fervoroso como o brasileiro, mas é possível ver várias discos (baladas), com festas temáticas, além de podermos sair na rua e encontrar algumas pessoas fantasiadas.
Aqui em casa, alguns foram viajar. Eu, Henrique, Tati e Tamara fomos pular o domingo de carnaval na neve (hehehe). Fomos à Serra da Estrela, o lugar aqui em Portugal onde é possível ver neve. Há várias excursões para lá, e é, mesmo, muito acessível financeiramente ir até lá (10 euros \o/). Nos divertimos imenso, como crianças vendo os doces que tanto lhes apetecem. Joga neve, pula, ri, tira foto... uma beleza!!!
Neve!! - Serra da Estrela.
Galera toda reunida - Serra da Estrela
Serra da Estrela
São 5 meses fora de casa, que - olha! - , já trouxeram tantos benefícios, como o crescimento de alguns anos aí, viu? (heheh). Cresci como ser humano, como profissional, como estudante. Estas experiências têm servido para cada vez mais testar, não só os meus limites, mas o de todos que vivenciam isto.
Um dos fatores essenciais creio ser a amizade. É sério: o vínculo de amizade com as pessoas que estão aqui, torna-se algo tão próximo, tão forte, algo inexplicável, resumindo: torna-se a sua família! =)
Brenda Nonato e eu - Rota dos Chás (lugar fantástico, calmo e acessível)
Patinação no Gelo
Os inseparáveis (será?!) hehe, os 2 melhores chatos: Henrique e Tati.
Dri, Maby, Pri e Eu. Serra da Estrela, Hotel "alguma coisa" do Camelo (não me lembro, rsrs)
O que pensava ser meio difícil (fazer amizade com portugueses), creio ter sido mais um paradigma quebrado. Como já disse no post anterior, conheci pessoas maravilhosas, pessoas estas: Carlos, Jorge, Diana, Sérgio e o Vázques, que - olha! - me divirto imenso com eles; é uma alegria fenomenal.
Já me fizeram experimentar muitos pratos típicos daqui, e algo que aprendi: "Não digas que não gostas, sem antes experimentares, só então poderás tirar tuas próprias conclusões". - Frase da Diana, que tenho seguido como filosofia desde então, e provado diversos pratos portugueses. Pois bem, entre os pratos estão: tripas fritas enchidas com farinha (o gosto lembra o de frango), chouriço (textura estranha, mas não é ruim), alguma outra parte do porco de que não me lembro, mas que era bom, rsrs (experimentei tudo isso sem saber o que era!! Imaginem a minha cara ao saber depois! OBS: eu sou muito fresco para comer; quem me conhece sabe...). Também tiveram outras como: enchidas de porco (isso é bom, tem gosto de tender), algo com farinha, frango, pão e sei lá mais o quê (não me lembro do nome, mas é bom também), perna de porco (uma parte da carne sem gordura, é gostosinha também), e por fim, orelha de porco (dessa eu não gostei, mesmo!).
Enfim, eles são fenomenais, me divirto muito com eles, com o Jorge, então, nem se fala: é uma alegria indescritível.
Ah, eu já deveria ter dito isto há alguns posts anteriores: Experimentem vodca preta. Não sei se há no Brasil, mas - nossa! - é espetacular *.* (foi só um desabafo, para experimentarem mesmo(hehe!)).
Enfim...
Há coisas em nossa vida sobre as quais não há explicação. Elas simplesmente acontecem, com tamanha intensidade, que parecem ser tudo um grande sonho, do qual não queremos mais acordar! (Por favor, não me acordem!) De uma coisa tenho certeza: estou vivendo intensamente cada pequeno detalhe desta minha segunda casa (PORTO-PORTUGAL), irei olhar para trás com o sentimento de que tudo valeu muito a pena! ♥
Lisboa
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Feliz 2013!!
Fiquei um bom tempo sem postar, sim, eu sei.
Mas vamos lá, tentar falar um pouco de tudo que se tem passado...
Desde a última postagem, um turbilhão de alegrias, tristezas, turbulências ocorreram. O semestre cá em Portugal já está a se encerrar e - diga-se de passagem - ralamos muito e ainda estamos a ralar, pois aqui não é nada fácil. Passamos noites e noites dormindo pouco, estudando igual a loucos; o desespero batendo... uma vez que nos esforçávamos ao máximo, e não obtínhamos o resultado satisfatório. Foram quatro meses de muita depressão, clima pesado, desespero, choro... mas que, graças a Deus, passaram, e com isso, conseguimos sucesso nas matérias nas quais mais tínhamos medo (química-física, analítica, lab. de orgânica, lab de inorgânica). Foi com imensa alegria que eu, a Tati e a Amanda vibramos muito quando recebemos as notas. Agora falta apenas uma matéria (métodos estatísticos) - meu carma!
Natal
No natal fizemos uma ceia entre nós aqui em casa, e foi ótimo. Sinto que cada um, em sua particularidade, sentiu-se acolhido, e amenizou a distância dos familiares e ente queridos. Fizemos inimigo secreto e amigo secreto. De inimigo, a Tati, para minha surpresa, me tirou, fato do qual não desconfiei nem um momento, pois andávamos a comprar os presentes meio que juntos. Para minha surpresa ganhei uma cueca de elefante rosa, uma boxer de gravata, e um troféu de algo que não precisa ser comentado... (hehehe). De amigo, a Nayara me tirou e me deu um blazer, uma camiseta e um cachecol (show de bola..Obrigado, Nah).
Revellion
Fomos a Madrid - Espanha. Senti-me realizado, deslumbrado, pois tudo que havia estudado no espanhol pude ver pessoalmente. Foi espetacular, consegui me comunicar muito bem, fiquei muitíssimo orgulhoso da minha pessoa. Na hora da virada do ano, fomos para a Puerta del Sol. Lá eu estava esperando pelos fogos de artifício, festejos e por toda aquela gritaria brasileira... acabei me frustrando um bocado, pois não houve fogos, não teve gritaria, apenas uma grande multidão bebendo horrores (para melhorar: chuva!!). De lá fui para a balada para aproveitar a noite.
Nos divertimos imenso, conhecemos lugares fixes, rimos muito (Tati, ao chegar em Madrid, avista várias placas e diz: "Gente quem é esse Jamón?" ahahahah Jamón é presunto).
Estádio Real Madrid
Volta de Madrid - risadas e gargalhadas. Todas as nossas malas extremamente cheias e, claro, excedeu o peso. Para não pagarmos excesso, eis que começamos a colocar roupas sobrepostas (tudo em nome da economia (ahhah estudantes universitários)). Pois bem, vamos às quantidades:
Eu:
5 calças + 2 sobretudos quentíssimos + 1 cachecol = peso da mala: 15 kg ... consegui passar, OK!
Tati:
2 blusas quentíssimas + 2 calças (fora seus 6 pares de sapatos, que ninguém sabe por que ela levou tantos kkkkkkkkkk) = peso da mala: 15 kg... conseguiu passar, OK
Henrique
2 blusas, sendo uma minha = Bagagem, OK.
O Fernando e a Jéssica também voltaram repletos de blusas e calças. No fim, deu tudo certo. Ainda bem.
Obs: todos os dias fez muito frio em Madrid, e, justo no dia de voltar, fez calor (agora imaginem o quanto não sofremos (ahaha)).
Balanço geral de minha estadia:
Estou me adaptando muito bem ao lugar, adorando cada centímetro de Portugal. Tenho conhecido pessoas maravilhosas, que certamente vieram para somar às que já conhecia; conquistei amizades que certamente levarei para o Brasil, e com quem continuarei com o mesmo contato. Fiz amizade com alguns portugueses que são gente finíssima, de uma alegria que não tem tamanho, sempre alegres e otimistas.
A saudade da família e dos amigos às vezes aperta, mas, sinceramente, estou gostando muito mesmo disto, e acho que não quero voltar, não.(hehehehe)
É isso...
Tentarei atualizar o blog com mais frequência.